Quem tem apneia do sono pode não perceber que tem o problema, mas certamente o parceiro já o identificou por sua principal característica: o ronco. Mais do que um incômodo “sonoro”, a apneia merece a atenção por, como o nome já diz, interromper a respiração enquanto dorme. E o número pode ser assustador: quem tem esse distúrbio pode ficar sem respirar até 30 vezes por hora durante o sono, tudo isso sem que essa pessoa esteja ciente do que está acontecendo.

 

Agoniante de imaginar, ela é causada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono. Em casos mais graves, o indivíduo também pode sentir sensação de sufocamento, boca seca e refluxo. Qualquer estreitamento da passagem de ar pode causar a apneia, mas entre os principais fatores estão a obesidade, crescimento das amígdalas e problemas na mandíbula ou faringe. Segundo o Instituto do Sono, no Brasil, 40 milhões de pessoas sofrem com o problema, que pode causar mais que noites mal dormidas e a irritação de quem divide a cama com você, mas alterações cardíacas, como aumento da pressão arterial, infarto do miocárdio, derrames cerebrais e arritmias cardíacas. Por isso, o ronco deve ser levado a sério!

 

O diagnóstico mais preciso pode ser feito com exame de polissonografia, que traz diversas informações sobre o sono, como atividade cerebral, batimentos cardíacos, movimento dos olhos e pernas, esforço respiratório, entre outros. Entre os tratamentos disponíveis, está o procedimento cirúrgico para desobstrução e correção da passagem de ar e também o uso de uma máscara específica que provoca a pressão positiva para que o ar seja conduzido pelas vias aéreas superiores, que é usada apenas durante a noite.