Você já ouviu falar em narcolepsia? É um distúrbio neurológico que tem entre os principais sintomas o sono excessivo durante o dia. Mas, antes que você pense que pode estar sendo acometido por esse mal, saiba que é improvável. Essa vontade intensa de dormir, que equivale a sonolência de ficar acordado por três ou quatro dias seguidos, atinge uma em cada duas mil pessoas, ou seja, a mesma quantidade que esclerose múltipla, por exemplo. As origens dessa doença estão no sistema nervoso central e começa a aparecer geralmente entre os 10 e 20 anos. Sua origem tem relação com a genética, mas não é herdada, mas uma mutação.

 

Além do sono incontrolável durante o dia, que é mais frequente e traz problemas à vida de quem possui esse distúrbio, a narcolepsia tem outros sintomas, como a paralisia do sono e a cataplexia. Na paralisia do sono, você perde a capacidade de falar ou mover o corpo temporariamente ao acordar, ficando “bloqueado” por algum tempo. Isso ocorre porque a maioria desses eventos ocorre durante o sono REM, que é quando sonhamos, e o cérebro paralisa seu corpo para evitar que você acabe atuando em seus sonhos. Ou seja, pode claramente acontecer com quem não possui o problema e, quando ocorre isoladamente, não traz problemas e é passageiro. Já o terceiro e mais espantoso sintoma é a cataplexia (em grego, kata quer dizer baixo e plexis convulsão, então seria algo como convulsão decrescente). Aqui, não ocorre uma convulsão propriamente dita, mas uma repentina perda do controle dos músculos, gerando fraqueza súbita.

 

O problema é sério e requer controle médico. Ainda rara, a condição ainda não possui remédios específicos, mas uma combinação deles para lidar isoladamente com cada um dos sintomas, permitindo que o paciente possa tentar administrar o transtorno da melhor maneira possível.